18 janeiro 2011

And then I say maybe...


Depois da última noite de chuva, ela acordou e ficou ali sentada na cama, de frente para a janela. Ela gostava do barulho da chuva, da claridade dos relâmpagos, do ruído dos trovões e dos pingos escorrendo por aquela janela.
Ela mal conseguia ver a serra do lado de fora e, naquela manhã, os pássaros e borboletas estavam escondidos em algum lugar.
Era uma manhã fria, congelante. Seu corpo a toda hora se arrepiava com a brisa gélida que entrava por entre as frestas do telhado.
Seu rosto estava molhado. Ela ainda sentia falta do calor que ele transmitia, dos beijos demorados que ele lhe presenteava, dos abraços apertados intermináveis, do cheiro que o corpo dele exalava, dos olhos que lhe eram intensos.
No celular, uma última mensagem.

I’m still in love with you.

O problema era que ele não estava mais ali... não mais.

“And then I say maybe...
Maybe I'm in love with you…”
Maybe - Brainstorm

17 janeiro 2011

As coisas são assim... ♪

Ela – As coisas não são do jeito que você pensa. Você não sabe o que eu passo, o que eu sinto, muito menos o que eu penso/quero. Você não sabe o quão é ruim viver em uma mentira. Sim, mentira. E eu faço isso tudo por você.
Ele – E eu não faço nada por você.

.. Silêncio ..

            Ele – Eu preciso de um tempo para pensar nisso tudo.
            Ela – Quando as pessoas pedem um tempo, as coisas não terminam bem.

Ela sai da casa dele e pega um ônibus que vai direto para a praia. No caminho ela vai pensando em toda aquela história, nos momentos de sorrisos no rosto e nos de lágrimas nos olhos.
“Por que eu fui aceitar começar?” – pensa sozinha.

Já na praia, ela senta na areia e fica a observar o mar, os pássaros bailando no ar, os casais trocando sonhos, os velhos jogando conversa fora e a lua que já se mostrava majestosa no céu. Era cheia, lua cheia.
A noite caía aos poucos. O vento, que vinha junto com as ondas do mar, começava a ficar frio e ela avista uma sombra ao seu lado. Era um homem com algo em mãos.
“Perfeito, hoje o dia só piora a cada hora que passa.” – reclama baixinho para si mesma.
O homem sentou-se atrás dela e pôs-se a tocar o violão que trazia em mãos.
Ela não reconheceu a melodia, mas conhecia o dedilhado. Ele começou a cantar. Era a voz dele. Uma nova música.
Ele pedia desculpas e chorava. Ela não disse nada, nem ao menos virou para confirmar se era ele e também chorava.
Ele fez um pedido e ela disse sim.

15 janeiro 2011

Vem, você melhora minha vida... ♪


As sensações eram difíceis de explicar. Às vezes eu pensava que o que sentia era uma coisa totalmente diferente de algo afetuoso, pois eu tomava todas as precauções para que nossos caminhos se cruzassem o mínimo possível.
Eu não sentia nem ao menos a necessidade de lhe ver e hoje me pergunto: Por que? Por que eu fugia assim?
Na verdade eu não sei. Só sei que, aos poucos, isso foi mudando. A necessidade, que antes eu não sentia, agora já faz parte do meu dia-a-dia.
Agora, sempre que possível, caminho pela mesma trilha que você. Piso sobre tuas pegadas, sorrindo e seguindo teus sonhos, medindo minhas palavras para que nada possa lhe desagradar, mesmo que isso me machuque.
E ainda faço isso tudo sem que você perceba.

13 janeiro 2011

Just breathe... ♪


Hoje, quando acordei, percebi que o céu estava confuso: meio chuvoso, meio nublado, meio ensolarado, meio azul.
Algumas pequenas frestas em minha janela deixavam passar alguns raios perdidos do sol. Eles passeavam brincando em meu rosto, me fazendo despertar lentamente.
Ainda estava meio frio, então decidi por continuar debaixo dos lençóis.
Fiquei ali observando o mundo lá fora. Lá estava tudo confuso, e aqui não era diferente. Minha mente não me deixava quieta, os pensamentos iam passando como flashes.
Fechei os olhos, pois sonhar era melhor que pensar. Os sonhos fazem parte do subconsciente, portanto, a preocupação não é tanta.


“Sei que a tempestade dará seu lugar a um dia de sol...”
A tempestade e o sol - Catedral

10 janeiro 2011

Aprendi com o meu maior erro


 As coisas estavam se encaixando aos poucos. Tudo parecia estar indo bem, até chegar o dia em que percebi que na verdade nada estava bem. Mentira.
Acreditei que era bom me deixar de lado e cuidar dos outros. Senti que era fácil deixar de ser eu para tentar ser o que eles queriam, fazer o que eles queriam, pensar como eles queriam. Marionete.
E foi então que decidi por um fim nisso. Resolvi sair por ai, conhecer novos lugares, respirar novos ares. Fugir.
Viver a vida do meu jeito, aprender com os meus erros, deixar cicatrizar minhas feridas, ter meus próprios pensamentos, ser eu. Livre.
A sensação de andar no meu próprio caminho é boa. Sentir o mundo respirar e respirar junto com ele. Sentar em um canto e deixar as coisas fluírem. Respirar.
Pensar em tudo o que eu já vivi, chorar para pôr para fora as coisas ruins, ouvir o canto dos pássaros, sentir o vento me tocar. Alívio.

Gosto dos pingos de chuva... ♪


A chuva começou a varrer a rua devagar, o asfalto já estava molhado e eu tinha que pegar a minha bicicleta e a capa de chuva que estavam na garagem, contudo eu fiquei ali parada, olhando a chuva cair.
Os pingos começaram a fazer um belo desenho na entrada de casa e aos poucos o desenho se desfez. Senti o cheiro bom da terra sendo molhada lá no quintal e lembrei dos meus tempos de criança. Eram bons tempos, onde a inocência predominava e as preocupações não faziam parte de meu mundo. Sorri com a lembrança.
Ouvi lá fora algumas gargalhadas e sai para ver o que era. Algumas crianças se divertiam com as gotas que caíam, outras desenhavam um sol risonho no chão e alguns adultos observavam aquela cena de alegria.
Resolvi ir até a garagem e pegar apenas minha bicicleta, e decidi por dar uma volta seguindo a trilha que os pingos teimaram em molhar. Você já fez isso algum dia? Sair de bicicleta por ai no meio da chuva, sentindo a água escorrer pelo rosto levando embora tudo o que te aflige e deixando apenas o que é bom? Eu também nunca fiz, até hoje.
Parece que, aos poucos, você volta à sua velha infância e faz tudo ser como era antes. O mesmo cheiro de terra molhada, as mesmas travessuras, o mesmo par de tênis, o mesmo brilho no olhar... Sem preocupações. Sem mesmo lembrar que você pode ficar doente depois que voltar para casa.
Em meio a um turbilhão de coisas para fazer, a gente esquece o principal e que o bom da vida é isso, viver plenamente, sem restrições.
Depois que a chuva acabou e que o céu voltou a ser azul, retornei para casa. Meus pais me chamaram de louca e eu peguei uma gripe – nada de mais, coisa de criança – mas gostei do dia.
Às vezes é bom esquecer as coisas ruins e lembrar as coisas boas.

08 janeiro 2011

Tudo passa, tudo passará... ♪

Vai passando aos poucos e a sensação de alívio é boa. Obrigada pelas palavras de incentivo, obrigada por pelo menos tentar me fazer sorrir novamente, assim esqueço o que me afligi e passo a sentir o que é o bom da vida - Viver...

"Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Estou tão tranqüilo e tão contente.
[...]
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?"
Quase sem querer - Legião Urbana

05 janeiro 2011

If this is giving up, then maybe I'm giving up

Deitada sobre travesseiros e lençóis, já é madrugada, imagino a vida de um personagem passar diante de meus olhos, fechados.
Vejo seu mundo. Ele não era muito diferente do nosso, o fato que o diferenciava era que lá os sonhos eram sentidos, vividos.
Não demorou muito para eu abrir os olhos e sentir falta daquilo que acabei de imaginar.
Levantei. Pensei em sair em plena madrugada, sentir o vento frio da noite, caminhar sem direção e com os pés literalmente no chão, descalços.
Meus pensamentos vão além das barreiras de minha mente, sinto que a qualquer momento eles irão tomar conta daquilo que mais aprecio na vida: a Vida.
Sinto falta de tanta coisa, principalmente daquilo que não aconteceu ainda.


"Eu só queria ter do mato um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros e esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza...
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço sem ter visto a vida"
Canteiros - Fagner

03 janeiro 2011

It's just a small story, really.

Eis um pequeno fato...
Você vai morrer.
Se você quiser, venha comigo.
Vou lhe contar uma história.
É só uma pequena história, na verdade.
Sobre, entre outras coisas...
Uma menina
Algumas palavras...
Trechos de "A menina que roubava livros"

...

Era uma vez uma menina. Uma menina que sonhava bastante. Se você pensa que seus sonhos eram simples, como: ganhar aquela boneca no Natal; encontrar um grande amor, como nos contos de fadas; ter uma grande casa, com varanda e um quintal enorme para que seus netos pudessem brincar. Se você acha que seus sonhos eram assim, está enganado(a).
Ela sonhava em ser uma grande mulher, como a Joana D'Arc talvez, mas claro que ela não se arriscaria em uma guerra. Ela tinha seus medos e um deles era a morte, mesmo sabendo que um dia iria morrer.
Enquanto seu sonho não se realizava, ela escrevia sobre os fatos ocorridos em seu cotidiano. Possuía um caderno de recordações, algo parecido com um diário, mas nos diários, quase sempre existe uma história sobre amor e em seu pequeno caderno nada parecido com romance foi escrito. Ela nunca havia conhecido o amor, nunca, a não ser o amor que sentia pelos seus pais. Suas amigas lhe contavam sobre suas travessuras com os meninos e ela apenas escutava, pois não tinha nada a contar sobre isso.
Era uma garota que lia bastante, por isso era muito culta. Poderia conversar sobre vários assuntos, desde política à maquiagem e, com isso, tinha o respeito e a admiração de muitas famílias da sociedade daquela época.
Foi quando, em uma festa, conheceu um rapaz. Ele tinha um sorriso encantador, conversava bastante sobre os acontecimentos mundiais e locais, que foi o que mais chamou a atenção dela. Isso era o que a diferenciava das outras meninas daquele local. Ela se interessou pela inteligência dele e não por seu dinheiro ou status.
Certo dia ela recebeu uma carta com um remetente desconhecido.

31 dezembro 2010

Adeus ano velho...

― Ano novo chegando! Vai te fazer falta esse ano que passou?
― Só algumas poucas partes dele.
― Por que?
― O ano não foi muito gentil comigo, ou melhor, a vida nesse ano não gentil comigo... Houve coisas boas, sim, houve coisas muito boas, mas houve muitas coisas ruins. Coisas que, mesmo não querendo, se sobressaíram mais que as boas. E quero ter uma lembrança muito distante disso tudo, apesar de quase tudo ser recente.

... Silêncio ...

― A vida nem sempre é gentil.
― É, tenho certeza disso! Feliz ano novo pra ti!
― Espero que este novo ano seja melhor do que o passado para você.
― Obrigada, lhe desejo o mesmo!

29 dezembro 2010

Cansaço...

Só quero um descanso da vida.. só isso!
Sabe quando você quer ficar longe de tudo e de todos?
Ou quando quer ter sempre alguém por perto, alguém que te faz se sentir bem? Não importa se é um namorado ou se são apenas os amigos.
Mas tudo bem, só me deixe aqui quieta, isso passa... [espero que sim]


"Quando tudo está perdido sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido sempre existe uma luz...
Mas não me diga isso...
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite cada estrela parecerá uma lágrima...
Queria ser como os outros e rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem, ver a leveza das coisas com humor...
Mas não me diga isso...
É só hoje e isso passa, só me deixe aqui quieto, isso passa
Amanhã é um outro dia, não é?...
Eu nem sei porque me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim...
E essa febre que não passa e meu sorriso sem graça
Não me dê atenção, mas obrigado por pensar em mim..."
A Via Láctea - Legião Urbana