22 março 2011

Renúncia

Verbo
re.nun.ci.ar
1.       (transitivo)
·         recusar aquilo a que se tem direito
·         rejeitar, não querer
·         abjurar, abnegar
·         abrir mão de

Exemplos:
Abrir mão de outros amores para viver uma ilusão com apenas uma outra pessoa.
Rejeitar seus maiores anseios para satisfazer vontades alheias.
Recusar aquilo a que se tem direito: um amor pleno, sem medos e sem negações.
Não querer fazer o que é o certo para você e se deixar levar por ideias opostas às suas.


 
“Hello
I'm so lonely
And it feels like disease”
Surround Me With Your Love - 3-11 Porter

21 março 2011

A falta do amor

Sabe aquele frio na barriga que vem junto com um calor no corpo inteiro e quando o coração acelera bem no segundo que você vê a pessoa que se gosta?
Não sinto isso há tempos...



"Se a paixão fosse realmente um bálsamo,
o mundo não pareceria tão equivocado..."
Longe do meu lado - Legião Urbana

Só mais um dia de chuva

Sabe aquele dia em que você olha para o céu pedindo, quase implorando, para que chova porque o calor está insuportável e você está cansado de acordar com o sol brilhando raios hiper quentes? Ultimamente eu estou assim, pedindo gostas frias e solitárias de chuva.
Eu gosto da chuva, gosto dos dias frios, quando não fica ninguém do lado de fora das casas e as ruas ficam desertas. A névoa fina que cai sobre os tetos, deixa a cidade muito mais bonita.
E o que falar da beleza dos raios? Certo, os raios são os vilões em dias de tempestade, mas os clarões que eles causam no céu são simplesmente espetaculares.
Os trovões também fazem meus pelos eriçarem. Gosto de dormir com esse som. Definitivamente eu sou estranha, mas as pessoas só falam dos estragos que as chuvas fazem e eu gosto de ver o lado belo disso tudo.

“São as pequenas coisas que valem mais
É tão bom estarmos juntos
Tão simples: um dia perfeito
Corre, corre, corre que vai chover!
Olha a chuva!”
Um dia perfeito – Legião Urbana

13 fevereiro 2011

...

"Mas gosto, gosto das pessoas. Não sei me comunicar com elas, mas gosto de vê-las, de estar a seu lado, saber suas tristezas, suas esperas, suas vidas."


Caio Fernando de Abreu.

12 fevereiro 2011

Declaro morte...

... aos sentimentos tristes.
... aos pensamentos mesquinhos.
... às palavras ditas nas horas de raiva.
... às discussões sem fundamento.
... aos gestos de desafeto.
... aos sorrisos falsos.
... às acusações sem provas.
... às promessas que não serão cumpridas.
... aos olhares de desaprovação.
... aos telefonemas que nunca foram feitos.
... às palavras de carinho guardadas para o próximo momento.
... às declarações de amor que não são feitas por se ter vergonha.
... aos abraços que não são bem apertados.
... aos desejos que não foram atendidos.
... àqueles que não buscam o verdadeiro sentido da vida.

O seu amor pode estar do seu lado... ♪


Foi um começo difícil, parecia até história de novela. Eu amava meu namorado e você era louco por uma menina que não lembro o nome. Nossas famílias eram amigas antigas e desde pequenos nos odiávamos.
Estudamos na mesma escola e, por infelicidade, na mesma sala. Tirávamos notas parecidas, até que você era estudioso. Tínhamos alguns amigos em comum, mas nunca nos falávamos direito. Minhas amigas perguntavam por que eu não te suportava e eu respondia que você era um garoto estúpido como outro qualquer. Sabe que hoje eu nem lembro qual o motivo desse ódio todo?
Nós crescemos, amadurecemos e, por fim, passamos a nos falar, mas éramos obrigados a isso para que nossas famílias ficassem em paz. Então eu comecei a namorar e parece que você tinha tirado um peso das costas.
Meu namorado era um típico garoto popular norte-americano: loiro, olhos azuis, alto, jogava futebol e, felizmente, não falava besteira. Acho que era por isso que eu gostava dele, por ser parecido e ao mesmo tempo diferente dos outros. E a menina por quem você era louco, era uma típica patricinha e vocês formavam um belo casal.
Com o tempo, meu namoro foi se desgastando e eu já não o amava tanto assim. Eu também não lhe via mais com aquela menina. Foi ai que começamos nossa amizade, que com o tempo passou a ser um namoro.
Nossas famílias falam que sabiam que aquela nossa birra toda era um amor que estava sempre escondido em nossos corações, por isso que brigávamos e não nos suportávamos.
Hoje não sei como seria minha vida sem você e ontem você me disse: “Me segura, não solta da minha mão e confia em mim para sempre.”

Texto escrito para o blog

Casual



Hoje o céu amanheceu triste, chorando rios de chuvas. Lembrei aquele dia em que eu o encontrei. O dia estava assim também, chovendo.
Nosso encontro foi rápido. Eu ia para o meu trabalho no centro da cidade e peguei o mesmo ônibus de sempre, para passar pelos mesmos lugares de todos os dias, para ver quase as mesmas pessoas. Quase porque nesse dia eu o vi, coisa que era muito raro de se acontecer, ainda mais dentro de um ônibus.
Ele estava trajando um moletom vinho, uma calça social preta e trazia de lado uma bolsa estilo executivo. Seus sapatos eram sociais e ele estava de óculos. Ultimamente as pessoas usam óculos para esconder as olheiras, pois isso os usam até em um dia de chuva.
Aproximei-me da cadeira onde ele estava sentado e ele me cumprimentou. Mostrou seu mais belo sorriso e me ofereceu seu lugar, quando o homem que estava ao seu lado deu sinal de que ia descer. Então sentei ao seu lado.
Por educação perguntei como estava sua vida e ele respondeu calmamente e então perguntou como eu estava. Foi uma conversa casual, uma conversa entre amigos que não se vêem há muito tempo. Conversamos até a hora em que tive que descer. Por sorte o ônibus para bem na porta do prédio onde trabalho.
Separamo-nos com muito afeto: ele, de dentro do ônibus, ainda me disse adeus, com a mão. Conservei-me à porta, a ver se, ao longe, ainda olharia para trás, mas não olhou. Nossa relação agora não passa disso. Nem parecemos mais aquele casal de adolescentes apaixonados, prometendo amar um ao outro até a eternidade. Mas tudo bem, pelo menos não ficou nenhum rancor entre a gente, pelo menos eu conseguir esconder o meu amor por ele.

Um pedido...



Nara,
                Sei que há muito você espera por esta carta, sei também o quanto queria escrevê-la antes e lhe enviar o mais rápido, mas é que estive pensando em nosso relacionamento. Esse nosso tempo longe um do outro, me fez rever todo o nosso namoro, nossas brigas, nossos dias felizes e o quanto já choramos de rir.
                Antes de vir para cá a trabalho, eu iria lhe fazer um pedido, mas o acaso falou mais alto e aqui estou eu. Meu tempo está muito corrido e foi por isso que não lhe escrevi e nem liguei antes. Espero que você entenda-me.
                Quero saber: Como você está? E sua família? E o seu trabalho? Você quer casar comigo? Aquelas suas amigas ainda falam muito? O seu cachorro ainda esconde seus sapatos?
                Você não sabe o quanto eu sinto a sua falta, do seu cheiro, dos seus olhos cor de mel, dos seus cabelos negros, dos seus beijos doces... Não vejo a hora de lhe ter em meus braços novamente.

De quem espera ansioso por uma resposta sua,
Dan.

P.S.: Perdoe o atraso, mas eu te amo...

29 janeiro 2011

Just feel...

― Qual o seu problema?

― Bem, não estou com muita vontade de falar sobre isso.

― Perfeito, ótima escolha. Talvez assim o problema se resolva sozinho e mais rápido.

― Como é possível amar tanto alguém e não conseguir fazer essa pessoa feliz?

― Apenas aprecie o que você tem. Apenas ame, ame com todos os seus sentidos. Deixe fluir, se deixe levar. Respire e sinta. Sinta profundamente, intensamente.

― Farei isso, mesmo pensando em não receber nada em troca, mesmo achando que vou sentir isso tudo sozinha. Às vezes dói pensar que isso vem só de mim.

25 janeiro 2011

Sim, isso é verdade..

Estou bastante acostumada a estar só, mesmo junto dos outros.
- Clarice Lispector.

Desculpe, mas agora eu não me importo mais...


Luccius,

As ruas que por onde andei nunca mais verão os mesmos passos que dei, nem os mesmos olhares que fitei, nem as coisas que vi, não escutarão os mesmos ruídos que ouvi, nem lembrarão dos gestos que fiz, nunca saberão o que pensei, nem ao menos saberão por que por elas andei.
Aquele armário no canto de meu quarto também não será mais o mesmo, pois as cartas que você escreveu e que nele foram escondidas, hoje eu rasguei.
De nada vale remoer o passado, de nada vale guardar um sentimento que não é mais sentido por dois, apenas por um.
Revirando mais o armário, encontrei uma foto sua. Seu sorriso era sincero e lindo, parecia até que foi tirada há poucos dias, mas tinha sido há tanto tempo que estava meio amarelada. Acho que era novembro de 2004, não lembro ao certo o dia, mas tenho certeza que foi em novembro.
Eu tinha 16 e você 18, éramos bem jovens. Tínhamos ido ao parque e eu estava com minha Polaroid. Você me chamava de careta por eu gostar de coisas velhas. Sim eu era e ainda sou, prova disso é este armário onde guardo todas as coisas que já passaram em minha vida, incluindo você.
Talvez você se pergunte: “Como será que ela está?” e eu agora te respondo: “Vou bem, obrigada!”. Apenas isso que você deve saber de mim agora, eu estou bem, não se preocupe, se é que você se preocupa.
Sabe, eu sofri bastante com a separação, mas disso você deve saber. Como eu era muito nova e como você foi o meu primeiro amor, era normal eu sofrer assim e você não era mais o mesmo quando me deixou. Parecia que eu era um tipo de fuga sua enquanto estávamos juntos. Parecia um esforço seu estar comigo.
Mas agora não me preocupo mais, na verdade isso é só um desabafo e não quero nenhuma resposta sua para esta carta, nem ao menos sei por que a escrevi.

P.S.: “Eu precisava dizer isso a você. Talvez eu estivesse errada. Eu não te amava, sinto muito.”

De quem está muito bem sem você,
Nancy.