03 junho 2012

... da série "Besteiras Minhas Escritas"


Dê-me algo novo como ares, olhares ou abraços.
Faça-me sorrir com simples bobagens.
Diga-me como foi o seu dia enquanto vejo suas expressões.
Sorria-me quando estiver sem graça...

P.S.: Aceito desafios

25 maio 2012

Ato 1 - O Jogo

Embora não haja nenhum motivo concreto, o "achar" incomoda bastante. Na cabeça flutuam pensamentos cheios de sentimentos diversos. Teorias são formuladas, questionamentos são refeitos e relações são desfeitas. A verdade inventada dói e a verdade real nunca é aceita. Então o jogo começa. Julgamentos são feitos sem a presença de um advogado e o júri fica dividido. Não é dada a chance de defesa. O acusado é declarado culpado sem ao menos ter jurado falar nada mais que a verdade e é obrigado a ficar em silêncio, caso contrário algo pode lhe ser usado contra.
Depois da sentença, cada um vai para o seu lugar. Maus olhares são lançados àquele que foi sentenciado. Devido ao cinismo de uns, outros são afetados. Alguns dizem saber da verdade, mas não a enxergam nem mesmo quando ela está prestes a lhe ofuscar a visão. A partir daí, os testes começam e mais uma etapa do jogo é lançada. Indiretas são jogadas ao vento e se houver uma resposta, talvez seja porque o réu se declara culpado, mesmo ele estando no direito de se defender. Volta à tona a verdade inventada. Mais pessoas são afetadas e o desejo de vingança se torna inevitável.
A verdade cai por terra e mais dúvidas surgem. Não há levantamento de fatos nem acúmulo de depoimentos, apenas suposições. Erros são apontados e mais acusações são feitas. Detalhes são analisados de forma errada dando um novo rumo à investigação, que acaba se tornando falha. Aos olhos de terceiros, o caso é visto como cansativo e sem nenhum valor. O caso passa a ser arquivado e o réu, por fim, tem um descanso enquanto espera a próxima acusação.



“Tudo o que eu disser
poderá ser usado contra mim,
me calo...”
Troy Rossilho - Tadinha de Você


25 abril 2012

...


Só por hoje eu queria fechar os olhos, se possível dormir, sonhar um sonho bom e acordar em um lugar distante daqui.
Talvez por lá as coisas seriam melhores, os pensamentos valessem a pena e essa sensação não fosse tão intensa.

22 abril 2012

Sem rima

E então me escreva uma canção
com notas sinceras e versos sem nexo,
mas com uma melodia sublime
que me faça sonhar acordada por meses a fio.



“Quando aperta eu tenho o meu mundo
Uma garrafa, um maço de cigarro em mãos
E o tempo que eu quiser para contar as estrelas”
Renato Godá - C'est La Vie

10 abril 2012

Decepções

E parece que quanto mais você quer algo mais aquilo lhe escapa por entre os dedos. Dói ver nos olhos, dói dizer ‘eu não sei’, dói não saber dizer, dói não dizer.
O pior é quando acontece tudo de uma vez. Uma avalanche sobre seus pensamentos e cada problema exigindo uma atenção extrema, uma atenção que você mal pode dar.
E quando você acha que já está no limite vem algo e lhe tira o chão ou o único apoio que você tinha.



Dessa vez estou cansada, muito cansada.
Enquanto isso eu fico aqui com os olhos marejados e um nó na garganta.

“Oh no, I see
The spider web,and it's me in the middle
So I twist and turn
But here am I in my little bubble”
Coldplay - Trouble

22 janeiro 2012

Então preste atenção ou me compre uma flor... ♪

E se não?

- Se eu não tiver medo dos meus pensamentos, mas deixá-los perdidos em um canto qualquer?

Pouco me importo com o que os outros vão falar ou pensar, ninguém nunca se importou em me dizer a verdade e muito menos quiseram saber como fiquei depois.

- Se eu não quiser um mundo aos meus pés, mas desejar ser o mundo de alguém?

Não quero ficar com ninguém por compaixão, nem muito menos desejo o mesmo pra mim. Só, apenas, quero uma coisa verdadeira e recíproca.

- Se eu não acreditar mesmo em um ser superior que supostamente me guia?

Eu não quero que minha alma seja salva e nem espero uma “vida” longa após a morte. Confesso que sim, houve um tempo em que eu acreditava cegamente, já hoje... Não me orgulho, não tenho vergonha, não me arrependo e nem quero ser notícia em rodas de amigos. Tenho os meus motivos que, para uns, podem ser ridículos. Para outros, pode ser considerável, mas não o bastante. Mas para mim é o suficiente, só que nunca perguntarão o motivo e só apontarão meu erro... algo que já é frequente nessa vida minha.

- Se eu não tirar a sorte grande de encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris e mesmo assim tentar ser feliz com as poucas coisas que tenho?

Ainda tento, juro que tento. Mas é difícil a cada dia e como sempre nunca me entenderão.

E se sim?

- Se eu realmente não estiver com a menor paciência de dar explicações desnecessárias?

Os últimos anos foram difíceis, muito. Só que sempre me vinham com perguntas toscas sobre histórias inventadas em mentes que não descansam. Confesso, mais uma vez, que nunca precisei dar tantas explicações e realmente espero que isso tenha cessado.

- Se eu quiser me isolar do universo e passar as tardes deitada na varanda do meu mundinho quieto e patético para alguns?

Eu só quero um descanso, deitar, fechar os olhos e apreciar o silêncio...

- Se eu quiser apenas ficar calada em meio a turbilhão de vozes me dizendo o que devo e o que não devo fazer ou pensar ou falar?

Só deixem meu silêncio falar por mim.



Sem mais perguntas por hoje, por favor.

18 janeiro 2012

Enquanto chove...

E quando o véu da noite cobrir todo o azul celeste e meus olhos pesarem pedindo sonhos, eu vou querer ouvir os trovões e a água aterrissar sobre meu telhado anunciando mais uma bela noite de chuva.

11 janeiro 2012

Em algum lugar de Londres, no bar mais próximo...

― O que vai querer hoje, senhorita?
― O senhor pode trazer uma dose de vida com uma rodela de felicidade e bastante esperança? Ah, e traz uma porção de sorrisos como acompanhamento! Aproveita e traz também um maço de sorte. 



”Às vezes quero tudo que sonhei
Às vezes o que eu quero é desistir
Pedaços de papel rasgado
Em cima da mesa de um bar
Não fume, não beba, não viva,
Não pense em sonhar”
Abril - Sinto Muito Blues

05 janeiro 2012

Só me leia – isso é tudo...

E então vai chegar um dia em que eles irão pegar todas aquelas fotos e relembrar os momentos de sorrisos e quando estavam ao lado dela, dividindo alegrias perdidas entre as coisas simples dessa vida.
Talvez um dia se arrependam das discussões, mentiras e opressões. Talvez sempre vão pensar que tudo foi para o seu bem e continuar a viver em meio a cenas falsas disfarçadas em público, coisas que já faziam antes de sua partida definitiva.
Ou, quem sabe, irão chorar a perda e talvez até dizer que deveriam ter-lhe dado mais atenção desde o início.

Não, ela não quis chamar atenção. Precisava apenas pôr para fora aquilo que lhe consumia, já que falar não lhe era permitido. Escrever era tudo que tinha, mas não o suficiente. Aquilo tudo à sufocava e não viu outra alternativa...
  


“Quem diz que me entende nunca quis saber
[...]
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.
[...]
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende”
Legião Urbana - Clarisse

26 dezembro 2011

Pensamentos avulsos

Ultimamente os sentimentos querem e precisam continuar contidos nesse pequeno espaço apertado que dança ritmicamente ao seu próprio som.
Estrofes perdidas entre baladas e poemas são incapazes de descrever a imensidão de pensamentos que flutuam em um mar de segredos.
Mas eu sento, com uma agenda e um lápis em mãos, e transcrevo tudo aquilo que me afeta. Pensamentos ilusórios, palavras nunca ditas, respostas sem perguntas. Histórias de uma vida inventada para uma personagem sem temores, alguém que nunca existiu.
Doces são os sonhos que anseiam por realidade, mas não estamos aqui apenas para sermos felizes. Precisamos primeiro aprender, conviver, entender.
Por favor, eu não quero lições de moral ou de vida. Não preciso que me apontem meus erros, pois conheço todos eles e não me orgulho e nem me arrependo. O correto seria, ao invés de me atacarem com acusações, me perguntarem o porquê de isso tudo ser assim. Mas tudo bem, me acostumei com a culpa.
E então vai chegar um dia em que estamos frente a frente novamente, falando sobre os mesmos assuntos, rindo ou chorando, com raiva ou não. Será que um dia o arrependimento vai nos bater à porta? Será que ainda seremos atormentados pelo passado?
Meu bem, o passado já não existe. Não importa o quão ruim ou o quão bom foi. Ele não mora mais aqui. O mesmo sentimento já não nos cabe, só precisamos renovar ou deixar passar. O que for melhor.
Sabe, todos nós somos imperfeitos e eu já pesei a minha cota de imperfeição. Talvez não seja a maior de todas e também não quero dizer que é a menor. Só queria mesmo entender porque é tão difícil de me entender.
Tudo bem, tudo bem. Eu já não me importo mais e continuo a escrever, dessa vez parto para aquilo que me faz bem, mesmo que à distância. O melhor de tudo é que não me é pedido nada em troca, nada além de alguns minutos ou horas de conversas sem sentido. Pode não ser completamente real, mas, enquanto me fizer sorrir nos momentos de mais precisão, eu estarei lá.
Faço um breve resumo de tudo o que me aconteceu nos últimos tempos e então escrevo um soneto à meia-noite e talvez tudo volte ao seu devido lugar.



17 novembro 2011

Só me dá um tempo?

Preciso rever as minhas prioridades, na verdade eu preciso me pôr como prioridade, já que não fazem isso por mim.
Cansei de "Deus no céu e fulano na terra", eu não quero ser o centro do universo só um pouco mais de atenção. Eu sei, isso pode ser chamado de carência, mas não consigo deixar de sentir. E não, não quero um príncipe encantado. Não é isso que eu estou pedindo, não é esse o meu tipo de carência, quer dizer... também, vai...
Não adianta perguntar o que eu tenho, todo mundo sabe que eu não vou falar. Não adianta tentar deduzir o que eu sinto, ninguém nunca vai acertar.
Eu só quero que me leiam. Posso não ser a pessoa mais transparente do mundo, mas...


Eu preciso de um canto calmo, no escuro do meu quarto à meia noite, à meia luz... daria tudo por meu mundo e nada mais...

P.S.: Esqueci o quanto é bom escrever aqui.