28 novembro 2009

Preciso

Preciso do calor do teu corpo junto ao meu nessa noite fria e solitária.
Preciso do teu lindo sorriso para iluminar o meu dia.
Preciso da tua presença para deixar-me forte nos momentos frágeis.
Preciso do toque da tua mão para sentir-me um pouco mais viva.
Preciso exageradamente de você para que minha existência tenha algum sentido.

[...]

24 novembro 2009

Despedida

Com seus olhos fixos no chão, ele estava sentado na calçada quando eu cheguei. Ao me ver, ele levantou lentamente sua mão e acenou. Sua aparência era triste, mas ele se esforçou para sorrir.
Aproximei-me calmamente, então ele levantou e me abraçou. Foi um abraço longo e intenso, parecia de despedida. Olhou em meus olhos, beijou meus lábios secos e disse que me amava.
Vi a tristeza em seu olhar. Perguntei o que havia acontecido e ele disse-me baixinho em meu ouvido:
Preciso ir...
As lágrimas correram seu rosto. Sentou-se novamente, mas dessa vez com as mãos escondendo a face molhada.
Sentei-me também e lhe fiz compainha. Ainda sem entender o motivo, perguntei mais uma vez o que havia acontecido. Ele não soube explicar e foi embora sem olhar para trás.
Dias depois recebi uma ligação, era ele. Sua voz rouca e grave disse-me que nada mais dava certo entre nós e, sem esperar resposta, desligou. Mais uma vez fiquei sem entender nada.
No mesmo dia, um pouco mais tarde, sua mãe veio conversar comigo. Ela explicou-me o motivo de ele estar assim. Um rio de lágrimas desceu de meus olhos. Meu eterno amor escondeu sua doença de mim e em nenhum momento ele se mostrou frágil ou sensível.
Liguei várias vezes e fui até sua casa para poder ter conversa, mas ele não queria sair de seu quarto enquanto eu não fosse embora.
No dia seguinte sua mãe ligou dizendo que ele se foi para sempre e que deixou uma carta para mim.

Sophie,
Perdoe-me por não ter lhe contado e por não lhe deixar ficar por perto nestes últimos dias, você não merecia ver-me definhar e nem eu queria que você visse-me assim.
Quero que sabias que eu te amo muito, mais que a mim mesmo e quero também que você guarde apenas nossos momentos felizes, que foram muitos.
Meu amor, não chores por mim. Quero o teu sorriso clareando teu belo rosto hoje, sei que isso deve ser difícil para você agora, mas tente esforçar-se por mim.
Estarei a te observar até o dia em que poderei abraçar-te novamente.

Do sempre seu,
Jullius.
               
                Como ele disse na carta, era difícil mostrar meu sorriso em um momento como aquele. Mesmo com uma dor terrível no peito, mesmo sentindo que a qualquer momento eu iria desabar em lágrimas, eu iria atender ao último pedido seu.

08 novembro 2009

Adeus


Nesta noite fria os pensamentos vão além do impossível. Revejo os recortes de palavras variadas que fiz. Na verdade nem sei o porquê dos recortes. Mas, fazendo uma montagem com todos eles, é possível perceber as palavras que não foram ditas pra ti. Organizando bem todas elas, revivo toda aquela história. E, fazendo isso, vejo que nossa relação não passou de pedaços, recortes. Lembro claramente o quanto eu me importava e você apenas não ligava para nada. Vi o quanto me envolvi e o quanto você brincou.
Já acostumei a te odiar ao contrário. E apesar de tudo, ainda existe a saudade. Noto que, com o passar do tempo, ela vai aumentando. Você se foi e não disse nem para onde ia e nem se iria voltar.

[...]

Depois de um tempo longe de você, sinto que já não me importo mais com a distância. A saudade, que antes crescia, agora já não existe mais. Meus pensamentos começam a si encaixar. Vejo que você já não era mais o mesmo quando partiu. Aquelas palavras duras que ouvi, não eram para serem ditas para mim. Na verdade você queria ouvi-las. Isso serviria de desculpas para você ter ido embora.