13 fevereiro 2011

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"Mas gosto, gosto das pessoas. Não sei me comunicar com elas, mas gosto de vê-las, de estar a seu lado, saber suas tristezas, suas esperas, suas vidas."


Caio Fernando de Abreu.

12 fevereiro 2011

Declaro morte...

... aos sentimentos tristes.
... aos pensamentos mesquinhos.
... às palavras ditas nas horas de raiva.
... às discussões sem fundamento.
... aos gestos de desafeto.
... aos sorrisos falsos.
... às acusações sem provas.
... às promessas que não serão cumpridas.
... aos olhares de desaprovação.
... aos telefonemas que nunca foram feitos.
... às palavras de carinho guardadas para o próximo momento.
... às declarações de amor que não são feitas por se ter vergonha.
... aos abraços que não são bem apertados.
... aos desejos que não foram atendidos.
... àqueles que não buscam o verdadeiro sentido da vida.

O seu amor pode estar do seu lado... ♪


Foi um começo difícil, parecia até história de novela. Eu amava meu namorado e você era louco por uma menina que não lembro o nome. Nossas famílias eram amigas antigas e desde pequenos nos odiávamos.
Estudamos na mesma escola e, por infelicidade, na mesma sala. Tirávamos notas parecidas, até que você era estudioso. Tínhamos alguns amigos em comum, mas nunca nos falávamos direito. Minhas amigas perguntavam por que eu não te suportava e eu respondia que você era um garoto estúpido como outro qualquer. Sabe que hoje eu nem lembro qual o motivo desse ódio todo?
Nós crescemos, amadurecemos e, por fim, passamos a nos falar, mas éramos obrigados a isso para que nossas famílias ficassem em paz. Então eu comecei a namorar e parece que você tinha tirado um peso das costas.
Meu namorado era um típico garoto popular norte-americano: loiro, olhos azuis, alto, jogava futebol e, felizmente, não falava besteira. Acho que era por isso que eu gostava dele, por ser parecido e ao mesmo tempo diferente dos outros. E a menina por quem você era louco, era uma típica patricinha e vocês formavam um belo casal.
Com o tempo, meu namoro foi se desgastando e eu já não o amava tanto assim. Eu também não lhe via mais com aquela menina. Foi ai que começamos nossa amizade, que com o tempo passou a ser um namoro.
Nossas famílias falam que sabiam que aquela nossa birra toda era um amor que estava sempre escondido em nossos corações, por isso que brigávamos e não nos suportávamos.
Hoje não sei como seria minha vida sem você e ontem você me disse: “Me segura, não solta da minha mão e confia em mim para sempre.”

Texto escrito para o blog

Casual



Hoje o céu amanheceu triste, chorando rios de chuvas. Lembrei aquele dia em que eu o encontrei. O dia estava assim também, chovendo.
Nosso encontro foi rápido. Eu ia para o meu trabalho no centro da cidade e peguei o mesmo ônibus de sempre, para passar pelos mesmos lugares de todos os dias, para ver quase as mesmas pessoas. Quase porque nesse dia eu o vi, coisa que era muito raro de se acontecer, ainda mais dentro de um ônibus.
Ele estava trajando um moletom vinho, uma calça social preta e trazia de lado uma bolsa estilo executivo. Seus sapatos eram sociais e ele estava de óculos. Ultimamente as pessoas usam óculos para esconder as olheiras, pois isso os usam até em um dia de chuva.
Aproximei-me da cadeira onde ele estava sentado e ele me cumprimentou. Mostrou seu mais belo sorriso e me ofereceu seu lugar, quando o homem que estava ao seu lado deu sinal de que ia descer. Então sentei ao seu lado.
Por educação perguntei como estava sua vida e ele respondeu calmamente e então perguntou como eu estava. Foi uma conversa casual, uma conversa entre amigos que não se vêem há muito tempo. Conversamos até a hora em que tive que descer. Por sorte o ônibus para bem na porta do prédio onde trabalho.
Separamo-nos com muito afeto: ele, de dentro do ônibus, ainda me disse adeus, com a mão. Conservei-me à porta, a ver se, ao longe, ainda olharia para trás, mas não olhou. Nossa relação agora não passa disso. Nem parecemos mais aquele casal de adolescentes apaixonados, prometendo amar um ao outro até a eternidade. Mas tudo bem, pelo menos não ficou nenhum rancor entre a gente, pelo menos eu conseguir esconder o meu amor por ele.

Um pedido...



Nara,
                Sei que há muito você espera por esta carta, sei também o quanto queria escrevê-la antes e lhe enviar o mais rápido, mas é que estive pensando em nosso relacionamento. Esse nosso tempo longe um do outro, me fez rever todo o nosso namoro, nossas brigas, nossos dias felizes e o quanto já choramos de rir.
                Antes de vir para cá a trabalho, eu iria lhe fazer um pedido, mas o acaso falou mais alto e aqui estou eu. Meu tempo está muito corrido e foi por isso que não lhe escrevi e nem liguei antes. Espero que você entenda-me.
                Quero saber: Como você está? E sua família? E o seu trabalho? Você quer casar comigo? Aquelas suas amigas ainda falam muito? O seu cachorro ainda esconde seus sapatos?
                Você não sabe o quanto eu sinto a sua falta, do seu cheiro, dos seus olhos cor de mel, dos seus cabelos negros, dos seus beijos doces... Não vejo a hora de lhe ter em meus braços novamente.

De quem espera ansioso por uma resposta sua,
Dan.

P.S.: Perdoe o atraso, mas eu te amo...