22 janeiro 2012

Então preste atenção ou me compre uma flor... ♪

E se não?

- Se eu não tiver medo dos meus pensamentos, mas deixá-los perdidos em um canto qualquer?

Pouco me importo com o que os outros vão falar ou pensar, ninguém nunca se importou em me dizer a verdade e muito menos quiseram saber como fiquei depois.

- Se eu não quiser um mundo aos meus pés, mas desejar ser o mundo de alguém?

Não quero ficar com ninguém por compaixão, nem muito menos desejo o mesmo pra mim. Só, apenas, quero uma coisa verdadeira e recíproca.

- Se eu não acreditar mesmo em um ser superior que supostamente me guia?

Eu não quero que minha alma seja salva e nem espero uma “vida” longa após a morte. Confesso que sim, houve um tempo em que eu acreditava cegamente, já hoje... Não me orgulho, não tenho vergonha, não me arrependo e nem quero ser notícia em rodas de amigos. Tenho os meus motivos que, para uns, podem ser ridículos. Para outros, pode ser considerável, mas não o bastante. Mas para mim é o suficiente, só que nunca perguntarão o motivo e só apontarão meu erro... algo que já é frequente nessa vida minha.

- Se eu não tirar a sorte grande de encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris e mesmo assim tentar ser feliz com as poucas coisas que tenho?

Ainda tento, juro que tento. Mas é difícil a cada dia e como sempre nunca me entenderão.

E se sim?

- Se eu realmente não estiver com a menor paciência de dar explicações desnecessárias?

Os últimos anos foram difíceis, muito. Só que sempre me vinham com perguntas toscas sobre histórias inventadas em mentes que não descansam. Confesso, mais uma vez, que nunca precisei dar tantas explicações e realmente espero que isso tenha cessado.

- Se eu quiser me isolar do universo e passar as tardes deitada na varanda do meu mundinho quieto e patético para alguns?

Eu só quero um descanso, deitar, fechar os olhos e apreciar o silêncio...

- Se eu quiser apenas ficar calada em meio a turbilhão de vozes me dizendo o que devo e o que não devo fazer ou pensar ou falar?

Só deixem meu silêncio falar por mim.



Sem mais perguntas por hoje, por favor.

18 janeiro 2012

Enquanto chove...

E quando o véu da noite cobrir todo o azul celeste e meus olhos pesarem pedindo sonhos, eu vou querer ouvir os trovões e a água aterrissar sobre meu telhado anunciando mais uma bela noite de chuva.

11 janeiro 2012

Em algum lugar de Londres, no bar mais próximo...

― O que vai querer hoje, senhorita?
― O senhor pode trazer uma dose de vida com uma rodela de felicidade e bastante esperança? Ah, e traz uma porção de sorrisos como acompanhamento! Aproveita e traz também um maço de sorte. 



”Às vezes quero tudo que sonhei
Às vezes o que eu quero é desistir
Pedaços de papel rasgado
Em cima da mesa de um bar
Não fume, não beba, não viva,
Não pense em sonhar”
Abril - Sinto Muito Blues

05 janeiro 2012

Só me leia – isso é tudo...

E então vai chegar um dia em que eles irão pegar todas aquelas fotos e relembrar os momentos de sorrisos e quando estavam ao lado dela, dividindo alegrias perdidas entre as coisas simples dessa vida.
Talvez um dia se arrependam das discussões, mentiras e opressões. Talvez sempre vão pensar que tudo foi para o seu bem e continuar a viver em meio a cenas falsas disfarçadas em público, coisas que já faziam antes de sua partida definitiva.
Ou, quem sabe, irão chorar a perda e talvez até dizer que deveriam ter-lhe dado mais atenção desde o início.

Não, ela não quis chamar atenção. Precisava apenas pôr para fora aquilo que lhe consumia, já que falar não lhe era permitido. Escrever era tudo que tinha, mas não o suficiente. Aquilo tudo à sufocava e não viu outra alternativa...
  


“Quem diz que me entende nunca quis saber
[...]
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.
[...]
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende”
Legião Urbana - Clarisse