Doces deletérios

Ainda guardo todas as coisas que você escreveu para mim. Quando digo todas (tudo), é tudo mesmo. Os papéis no fundo de minha gaveta, o cheiro do teu perfume inscrito em minha mente e até as conversas pelo MSN. Não sei por que faço isso, pois dói quando releio aquelas palavras, principalmente as últimas. Acho que sou masoquista, porque apesar de doer é bom lembrar algumas coisas. E faz tanto tempo, tanto, mas lembro de todos os detalhes.
E tuas últimas palavras direcionadas para mim foram meio duras. Você fez-me uma pergunta, eu respondi de um jeito normal, mas você disse que eu levava tudo a sério sendo que eu brinquei quando disse que fico velha a cada vez que respiro. E então você saiu, dizendo que estava cansado disso e me deixando sem o direito de resposta. Mas você disse: “Até a próxima.” Isso vai fazer um ano por volta do dia 27 de junho (data familiar, se é que você lembra). Justo nessa época do ano e justo na época em que eu mais precisava de alguém.
  
“Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo o céu
...
Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
...
Quis nunca te ganhar
Tanto que forjei
Asas nos teus pés”
Los Hermanos - Condicional

2 pensamento(s) diverso(s):

Ana Cássia Alves disse...

Isso foi tão eu que chega a doer...
Mais apesar da dor, me delicio nas lebranças!

Sam disse...

Olá !
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