02 abril 2011

...



Eu quero o escuro da noite junto com o cobertor do luar. Quero encostar em teu peito e ouvir teu ruídos internos; o som de teu coração. Tum-tum Tum-tum...
Fechar os olhos, abraçar teu corpo e ficar aconchegadamente quieta; se possível, apenas por mais um minuto, só um minuto.
Eu só quero um minuto para saber se o que ainda sinto é verdadeiro o bastante para ter validade para viver um pouco mais o sonho.




“Eu já ouvi 50 receitas pra ti esquecer,
que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me trás você
e eu já não tenho pra onde correr.”
Leoni  –  50 Receitas

30 março 2011

É só hoje e isso passa...



Estou só sentindo falta, só isso...
“Só ligue se tiver vontade
Só venha se quiser me ver”
Luz Antiga – Ana Cañas

24 março 2011

Jogando “conversa” fora...

Não, não é isso que você está pensando. Certo, sou mulher, tento ser simpática na medida do possível [quando digo isso é porque só sou simpática com quem acho que merece isso de mim], tento sorrir de tudo e para todos, até mesmo quando não vejo graça nenhuma ou quando não sinto vontade de sorrir e não, não estou dando mole para você [frase clichê, mas que sempre cai bem].
Eu conheço o meu jeito. Sou chata, faço os outros rirem, falo o que não querem ouvir, faço companhia aos que gosto, mas isso não quer dizer que preciso ter alguém ao meu lado. Sinto-me bem só, obrigada! Ponto.
Ok, posso ser rude, injusta, me chamem do que for, mas é um direito meu, não é? É quase como me forçarem a fazer algo que não quero. Eu não quero. Posso parecer muito nova, posso ser muito nova, mas eu já passei por muito nessa vida.
Já errei duas vezes, três, se duvidar até quatro. Já chorei, já ri, já superei, algumas coisas não esqueci, já amei, já menti, já me aconteceu muita coisa. Mas não quero, não quero, por mais que possível seja, não quero passar por essas coisas novamente.
Só quero esquecer, viver coisas novas com pessoas novas. Quero sair e esquecer de tudo e todos pelo menos um dia. Quero ficar longe de tudo que não me faz bem, de tudo que me faça pensar que "não vai dar certo" ou "não posso fazer isso" ou "não, não é pra ser assim". Eu só quero deitar num canto e não ter que me preocupar com coisas que não vão dar em nada no fim [ou que não terão fim ou apenas um fim sem avisos]. Só isso.


"Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende."

Metal Contra as Nuvens - Legião Urbana

22 março 2011

I'm trying to find my way out of it ... ♪



― O que você está fazendo aí olhando pro nada?

― Você acabou de responder à sua própria pergunta. Estou aqui olhando para o nada.

― E hoje você está antipática como sempre.

― Exatamente. Como sempre.

― Agora vai repetir tudo o que eu digo?

― Se você parar de falar, eu paro de repetir. (sorriso sem graça, voltando a ficar séria e olhar através de janela)

― Já sei o que você tem!

― Então por que ainda insiste em “querer” saber por que estou olhando para o nada?

― O que aconteceu dessa vez, hmm?

― Gosto de sentar em frente a janela e ver os desconhecidos que passam lá fora. Eles carregam consigo vidas, desejos, tristezas, alegrias, novidades. E aqui dentro só existe o vazio e a mesmice. E sabe o que aconteceu? Nada. Absolutamente nada. Apenas isso. Só e absolutamente, nada!

― E o que você vai fazer em relação a isso?

― O mesmo. Só e absolutamente, nada. E, mais uma vez, vai cair no esquecimento. Vou viver minha vida, cometer os mesmos erros. Ou não. Talvez dessa vez eu aprenda. Tenho que aprender.

― Você sabe que não precisa ser assim, não é?

― Sim, eu sei. Mas não depende só de um, não pode ser vivido apenas por um, não quero ser só um. Eu quero dois. Dois pensamentos parecidos, dois gestos diferentes de afeto, duas trocas de vivências. Dois, para que no final, dois mais dois seja igual a um. Ser um do começo ao fim não me é suportável.

― Por que você não tenta conversar?

― Pra que? Para eu ouvir coisas que não irá me fazer bem, coisas que não irão resolver nada? Não quero ouvir: “... eu sei, mas eu...”. Cansei de “mas isso, mas aquilo”.

― Você está certa, não vai resolver nada mesmo. E, sabe de uma coisa? Você é bem melhor sozinha do que mal acompanhada, rs. Vem, sai dessa janela e deixa o vazio de lado.

Renúncia

Verbo
re.nun.ci.ar
1.       (transitivo)
·         recusar aquilo a que se tem direito
·         rejeitar, não querer
·         abjurar, abnegar
·         abrir mão de

Exemplos:
Abrir mão de outros amores para viver uma ilusão com apenas uma outra pessoa.
Rejeitar seus maiores anseios para satisfazer vontades alheias.
Recusar aquilo a que se tem direito: um amor pleno, sem medos e sem negações.
Não querer fazer o que é o certo para você e se deixar levar por ideias opostas às suas.


 
“Hello
I'm so lonely
And it feels like disease”
Surround Me With Your Love - 3-11 Porter

21 março 2011

A falta do amor

Sabe aquele frio na barriga que vem junto com um calor no corpo inteiro e quando o coração acelera bem no segundo que você vê a pessoa que se gosta?
Não sinto isso há tempos...



"Se a paixão fosse realmente um bálsamo,
o mundo não pareceria tão equivocado..."
Longe do meu lado - Legião Urbana

Só mais um dia de chuva

Sabe aquele dia em que você olha para o céu pedindo, quase implorando, para que chova porque o calor está insuportável e você está cansado de acordar com o sol brilhando raios hiper quentes? Ultimamente eu estou assim, pedindo gostas frias e solitárias de chuva.
Eu gosto da chuva, gosto dos dias frios, quando não fica ninguém do lado de fora das casas e as ruas ficam desertas. A névoa fina que cai sobre os tetos, deixa a cidade muito mais bonita.
E o que falar da beleza dos raios? Certo, os raios são os vilões em dias de tempestade, mas os clarões que eles causam no céu são simplesmente espetaculares.
Os trovões também fazem meus pelos eriçarem. Gosto de dormir com esse som. Definitivamente eu sou estranha, mas as pessoas só falam dos estragos que as chuvas fazem e eu gosto de ver o lado belo disso tudo.

“São as pequenas coisas que valem mais
É tão bom estarmos juntos
Tão simples: um dia perfeito
Corre, corre, corre que vai chover!
Olha a chuva!”
Um dia perfeito – Legião Urbana

13 fevereiro 2011

...

"Mas gosto, gosto das pessoas. Não sei me comunicar com elas, mas gosto de vê-las, de estar a seu lado, saber suas tristezas, suas esperas, suas vidas."


Caio Fernando de Abreu.

12 fevereiro 2011

Declaro morte...

... aos sentimentos tristes.
... aos pensamentos mesquinhos.
... às palavras ditas nas horas de raiva.
... às discussões sem fundamento.
... aos gestos de desafeto.
... aos sorrisos falsos.
... às acusações sem provas.
... às promessas que não serão cumpridas.
... aos olhares de desaprovação.
... aos telefonemas que nunca foram feitos.
... às palavras de carinho guardadas para o próximo momento.
... às declarações de amor que não são feitas por se ter vergonha.
... aos abraços que não são bem apertados.
... aos desejos que não foram atendidos.
... àqueles que não buscam o verdadeiro sentido da vida.

O seu amor pode estar do seu lado... ♪


Foi um começo difícil, parecia até história de novela. Eu amava meu namorado e você era louco por uma menina que não lembro o nome. Nossas famílias eram amigas antigas e desde pequenos nos odiávamos.
Estudamos na mesma escola e, por infelicidade, na mesma sala. Tirávamos notas parecidas, até que você era estudioso. Tínhamos alguns amigos em comum, mas nunca nos falávamos direito. Minhas amigas perguntavam por que eu não te suportava e eu respondia que você era um garoto estúpido como outro qualquer. Sabe que hoje eu nem lembro qual o motivo desse ódio todo?
Nós crescemos, amadurecemos e, por fim, passamos a nos falar, mas éramos obrigados a isso para que nossas famílias ficassem em paz. Então eu comecei a namorar e parece que você tinha tirado um peso das costas.
Meu namorado era um típico garoto popular norte-americano: loiro, olhos azuis, alto, jogava futebol e, felizmente, não falava besteira. Acho que era por isso que eu gostava dele, por ser parecido e ao mesmo tempo diferente dos outros. E a menina por quem você era louco, era uma típica patricinha e vocês formavam um belo casal.
Com o tempo, meu namoro foi se desgastando e eu já não o amava tanto assim. Eu também não lhe via mais com aquela menina. Foi ai que começamos nossa amizade, que com o tempo passou a ser um namoro.
Nossas famílias falam que sabiam que aquela nossa birra toda era um amor que estava sempre escondido em nossos corações, por isso que brigávamos e não nos suportávamos.
Hoje não sei como seria minha vida sem você e ontem você me disse: “Me segura, não solta da minha mão e confia em mim para sempre.”

Texto escrito para o blog

Casual



Hoje o céu amanheceu triste, chorando rios de chuvas. Lembrei aquele dia em que eu o encontrei. O dia estava assim também, chovendo.
Nosso encontro foi rápido. Eu ia para o meu trabalho no centro da cidade e peguei o mesmo ônibus de sempre, para passar pelos mesmos lugares de todos os dias, para ver quase as mesmas pessoas. Quase porque nesse dia eu o vi, coisa que era muito raro de se acontecer, ainda mais dentro de um ônibus.
Ele estava trajando um moletom vinho, uma calça social preta e trazia de lado uma bolsa estilo executivo. Seus sapatos eram sociais e ele estava de óculos. Ultimamente as pessoas usam óculos para esconder as olheiras, pois isso os usam até em um dia de chuva.
Aproximei-me da cadeira onde ele estava sentado e ele me cumprimentou. Mostrou seu mais belo sorriso e me ofereceu seu lugar, quando o homem que estava ao seu lado deu sinal de que ia descer. Então sentei ao seu lado.
Por educação perguntei como estava sua vida e ele respondeu calmamente e então perguntou como eu estava. Foi uma conversa casual, uma conversa entre amigos que não se vêem há muito tempo. Conversamos até a hora em que tive que descer. Por sorte o ônibus para bem na porta do prédio onde trabalho.
Separamo-nos com muito afeto: ele, de dentro do ônibus, ainda me disse adeus, com a mão. Conservei-me à porta, a ver se, ao longe, ainda olharia para trás, mas não olhou. Nossa relação agora não passa disso. Nem parecemos mais aquele casal de adolescentes apaixonados, prometendo amar um ao outro até a eternidade. Mas tudo bem, pelo menos não ficou nenhum rancor entre a gente, pelo menos eu conseguir esconder o meu amor por ele.